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A febre dos remakes: a influência da ‘nostalgia’ na produção de conteúdo

Já há algum tempo, os remakes vêm tomando poder nas telinhas, trazendo diversos clássicos de volta para nosso dia a dia. De filmes marcantes do cinema como Psicose até aqueles longas que trazem saudade para nosso peito, como o Rei Leão, não é de hoje que as grandes empresas cinematográficas apostam em remakes para levar o público às salas de cinema.

Como tudo, óbvio que existem pessoas que amam um remake e outras que apresentam duras críticas às novas versões. Fazer uma regravação de clássicos pode sim ser complexo, afinal, reproduzir uma obra de arte já consagrada, pode trazer diversos desafios.

Os remakes, acabam despertando um sentimento de nostalgia em quem assiste, e muitas vezes se torna impossível não fazer comparações entre a nova produção e a antiga.

Em 2016, tivemos um novo filme do Ghostbusters, com a presença de Melissa McCarthy e Chris Hemsworth no elenco, fazendo uma nova versão do clássico filme. Já a tradicional narrativa de As Panteras, gravado originalmente de 1976 a 1981, em formato de série de TV, foi regravado em 2000 com a participação inesquecível de Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu em um filme que marcou a vida de muitas pessoas.

Mas não é só isso! O Retorno de Mary Poppins, também ganhou muita atenção das pessoas em seu lançamento no ano passado, tanto que até está concorrendo em quatro categorias dos prêmios do Oscar 2019.

Uma novidade que tem animado as pessoas é também a nova animação de O Rei Leão, prevista para lançar em julho de 2019. O clássico dos cinemas fez parte da infância do público, o que faz com que o interesse por assistir a nova versão seja quase instantâneo. Mas por que isso acontece? O que isso tem haver com a nostalgia de cada pessoa? Por que remakes ganham tanto carinho do público?

Quando a nostalgia toca os corações

A nostalgia é um sentimento que se coloca entre a tristeza e a plenitude. É aquela recordação de tempos antigos, do que já passou, e que desperta um sentimento meio estranho, mas muito interessante no cérebro humano.

No final do século XVII, a nostalgia era vista como uma doença que afetava os soldados que estavam em guerra, os impossibilitando de continuar em campo. Mas com pesquisas mais recentes, em 2016, a University de Southampton, na Inglaterra descobriu que a nostalgia na verdade pode aumentar a vitalidade e deixar os indivíduos mais preparados para lidar com o presente e com o futuro.

Outra pesquisa da psicóloga Jutta Joorman, da Universidade de Miami em Coral Gables, na Flórida, demonstrou em 2007 que pacientes com depressão grave, diferentemente das pessoas saudáveis, não ficam mais alegres, e sim, se tornam um pouco mais tristes.

Apesar disso, a maioria das pessoas gosta daquela sensação de nostalgia de um tempo anterior, onde diversas coisas eram diferentes, e muitas vezes havia aquela inocência infantil que tornava tudo tão mais legal.

E claro, que filmes ou situações que despertam esse sentimento são capazes de despertar uma sensação de autocontinuidade, onde é construída uma ponte entre o passado e o presente, possibilitando que as pessoas tenham a sensação de que quem elas foram no passado e quem elas são hoje, se misturam contínua e deliciosamente.

Se sentir nostálgico também é sentir uma sequência de superação pessoal, despertando um sentimento de potência, afinal, ao se recordar de momentos passados, onde tudo deu certo, você também encara com mais facilidade o que está acontecendo no momento em sua vida.

Os conteúdos que possuem um toque de nostalgia, tendem a chamar nossa atenção e despertar sentimentos que nos fazem criar carinho com os filmes ou qualquer outra produção que passe pelo mesmo processo. A grande jogada de utilizar a nostalgia nos conteúdos, é que é possível ainda utilizá-la de diferentes maneiras.

Nostalgia direta

Utilizar remakes, reboots e outras formas de reproduzir o que já conhecemos é uma maneira de utilizar a nostalgia direta a favor da produção. Todas essas novas versões do que já aconteceu, ou então utilizar uma narrativa com pequenas diferenças, utilizam a nostalgia pura, simples e direta.

Todas as produções que foram citadas aqui são exemplos de obras que utilizam a nostalgia direta para chamar a atenção do público. Afinal, quem não gostaria de assistir uma versão atualizada do seu filme ou desenho de infância, ou quem sabe até jogar um upgrade do seu jogo favorito?

Nostalgia indireta

Apesar de ainda utilizar o sentimento de nostalgia para realizar as produções, aqui não são histórias que já aconteceram sendo regravadas ou então recolocadas em um novo cenário, mas sim reproduzindo as sensações que certa situação desperta.

Stranger Things, por exemplo, utiliza diversos detalhes que fazem referência a tempos antigos, ou até mesmo filmes como ET, Os Goonies e até Silent Hill. Uma nova série que acaba reproduzindo uma certa nostalgia também é Sex Education, que apesar de se passar nos dias atuais, com uma narrativa bem contemporânea, ainda traz no figurino e objetos de cena, um saudosismo aos anos 70 e 80.

Produções nostálgicas vendem?

Ao analisar o histórico de lançamentos de remakes, é possível perceber um grande retorno de investimento em cada produção. O remake do filme O Grinch, lançado em formato de animação em 2018, teve um orçamento de US$75 milhões, e conquistou uma bilheteria de US$ 240 milhões.

Já a estreia do “live action” de O Rei Leão, tem previsões de bilheteria de US$1,9 bilhão, o que representa US$1,7 bilhão a mais do que o valor que foi investido na produção da nova versão da narrativa.

Investir em produções, comunicação, ou outras peças criativas que utilizam a nostalgia para se comunicar com o público, é uma ótima opção para despertar sentimentos positivos em seus clientes, sem deixar de pensar no lucro de sua empresa.

O sentimento de reviver momentos da infância ou juventude, ou até mesmo de momentos específicos que marcaram sua vida, é algo incrível e que traz a sensação de infinidade do ser. Utilizar a nostalgia como uma maneira de chamar atenção do seu público pode ser muito benéfico, mas é claro, sempre lembrando das diretrizes de como fazer um marketing com empatia !

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