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Como criar um bom portfólio para uma agência de marketing digital.

Desde que o mundo é mundo, redatores, diretores de arte, arte finalistas, designers e criativos em geral precisam montar a tão temida “pasta” para adentrar no mercado de trabalho. Quando pensamos em agências de publicidade, o buraco era mais embaixo e os pré-requisitos eram diversos: número de peças, ordem, foco na ideia e por aí vai.

A verdade é que não havia verdade. Cada diretor de criação avaliava de uma maneira e, principalmente, com base na sua vivência. Para uns contavam as ideias, para outros a execução de layout/design, além dos que valorizavam mais a experiência e o tamanho dos clientes atendidos (o que sempre foi mais difícil, pois as pastas viviam cheias de “fantasmas” criados depois do expediente). O que talvez nunca tenha mudado é que uma boa peça tinha que ter tudo isso e mais um pouco.

Os tempos mudaram e a era digital cresce a passos largos. Não vemos mais ninguém com uma pasta embaixo do braço. Agora ela cedeu espaço para o “manda o link” e foi aí que talvez a coisa tenha se perdido um pouco.

O que será que importa mais: formato ou conteúdo? Parece ser uma resposta óbvia, mas não é. Como sempre, tudo conta e cada DC vai julgar de acordo com seu conhecimento, mas temos algumas dicas bem válidas para você aumentar as chances de valorizar ainda mais a sua pasta em uma agência de marketing digital.

1 – Tenha foco.

Redator é redator, diretor de arte é diretor de arte. Talvez essa seja a parte fácil, mas fotógrafo, ilustrador, designer de produto e web designer também são coisas completamente diferentes uma das outras. Sempre será bem-visto um profissional que tenha múltiplas habilidades, mas não deixe que as áreas que você não é tão bom estragar as áreas boas. Foque apenas no que você é bom.

2 – Leia com atenção o anúncio da vaga.

Essa dica complementa a primeira. Se a vaga é de diretor de arte, não mande um portfólio com as fotos maravilhosas que você já fez algum dia na vida. Por mais que sua visão de fotografia sirva de referência para muita coisa, não é isso que o DC quer ver. Defina o foco e a área em que quer atuar, se candidate apenas nessas vagas, mesmo que você tenha certeza que pode ser redator, diretor de arte, videomaker, fotógrafo, entre outras coisas.

3 – Encontre a melhor forma de se apresentar.

Cada pessoa tem o seu próprio estilo e no mundo digital isso se ressalta ainda mais. É importante ter sua personalidade, mas existem alguns mínimos que devemos respeitar e aqui eu trago algumas dicas valiosas. Lembrando: para você ter mais chances na hora de enviar seu portfólio para uma agência de marketing digital!

  • Rápido carregamento: não adianta fazer um mega-super-site no wix e colocar peças gigantes nele. Muito menos o PDF/GoogleDrive/Dropbox com as peças soltas (ver última dica).
  • Fácil usabilidade: primeiro, deixe bem claro que tipo de projeto é antes do clique (serve também para a próxima dica). Outro ponto da usabilidade é não ter um milhão de links diferentes. Seja simples e objetivo e foque no que quer mostrar. O DC deve querer olhar seu portfólio durante horas e não perder horas tentando ver seu portfólio.
  • Separar os projetos por áreas/tipos de projetos: se determinada seção do seu portfólio vai tratar sobre logos, tenha apenas logos. Se forem projetos que envolvem mais de uma área e/ou expertise, dê um nome para o projeto e o apresente de forma coerente.
  • Conte a história: o portfólio é seu! Conte os desafios ou o que você pensou para executar o projeto. O brief talvez não seja tão importante mas o que você fez com ele sim. Principalmente se existem outras pessoas que participaram do projeto, é importante citá-las, mas descreva em que você atuou e de qual forma.
  • Tenha o maldito link: link é um link para um portfólio online. Não mande PDF, Wetransfer, Zip, Drive, Dropbox, etc, etc, etc.

Bônus: link para PDF online não conta. Tenha um portfólio online.

4 – Tenha peças.

Naturalmente essa dica se adapta a cada área. Se você for um fotógrafo, a sua peça é a sua foto. Se você for um redator ou um diretor de arte, tenha anúncios. Social media: arte para redes sociais. Webdesigner front/back: links dos seus websites desenvolvidos. Podemos ir longe nisso e até as peças fantasmas funcionam para quem está começando, mas inclua.

Importante: algumas áreas se misturam e no caso de um redator/diretor de arte/social media, poucas são as agências que vão ter uma pessoa para cada área. O DA faz layout para tudo e o redator está escrevendo focado em SEO. Nesse caso utilize a dica 3.

São inúmeros os itens que poderiam ser citados, mas quanto mais simples e direta for a sua “pasta”, melhor. É importante lembrar que o conteúdo sempre vai ter um peso maior, mas se for mal apresentado, não será lido. Em tempos de “fibra”, seja o mais rápido, o mais simples e o mais objetivo. Deixe bem claro o que você quer mostrar. No turbilhão de coisas que todos temos para fazer, o DC quer chamar três pessoas (talvez duas) para uma entrevista no dia seguinte e vai querer perder 5 minutos vendo portfólios.

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